Resenha #450: Desaparecidos em Luz da Lua - Christelle Dabos (Morro Branco)

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Título: Desaparecidos em Luz da Lua
Título Original: Les Disparus du Clairdelune
Autor: Christelle Dabos
Série: La Passe-Miroir #2
Páginas: 480
Ano: 2019
Editora: Morro Branco
Sinopse: Segundo volume da série bestseller francesa A Passa-Espelhos, com mais de 500.000 cópias vendidas.
Quando Ophélie é promovida a vice-contista, ela se vê inesperadamente jogada aos holofotes e escrutínio da corte. Seu dom, a habilidade de ler a história secreta dos objetos, é descoberto por todos, e não há maior ameaça aos nefastos habitantes de seu novo lar gélido do que isso.
Sob os arcos dourados da capital do Pólo, ela descobre que a única pessoa em que talvez possa confiar é Thorn, seu enigmático e frio noivo. À medida que influentes pessoas da corte começam a desaparecer, Ophélie se encontra novamente envolvida em uma investigação que a levará além das muitas ilusões do Polo e a uma temível verdade.


Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, não se preocupe
Essa resenha é livre de spoilers

Enquanto Os Noivos do Inverno foi uma leitura mediana, mas que cumpriu bem seu papel de livro introdutório, Desaparecidos em Luz da Lua aprofundou e desenvolveu bastante a história, passando bem longe da maldição do segundo livro.

De início, já é bem perceptível uma mudança em Ophélie. O livro começa exatamente do ponto que foi finalizado o livro anterior. Durante todo seu desenvolvimento, vemos uma Ophélie menos passiva e mais determinada a se fazer ouvida, não somente pelo seu noivo, mas também por qualquer pessoa que duvida de sua capacidade. Desde o livro anterior, eu já havia visto essa força de vontade e determinação da personagem e sabia que ela não desapontaria quando trouxesse à tona.

Como diz o título, pessoas estão desaparecendo em Luz da Lua. Em meio a ameaças, conspirações e jogos políticos, a Animista descobre que todos esses desaparecimentos estão ligados ao fato da leitura do livro de Farouk, espírito familiar do Polo.

Farouk foi um personagem que acrescentou bastante à história. Em suas aparições, o espírito familiar parece uma criança cheia de vontades e bastante poderosa, mas vemos o quanto a questão da sua falta de memória o afeta e como a leitura de seu livro é bastante importante, não somente para ele; e por isso que existem pessoas dispostas a fazer com que esse livro nunca seja lido. Ophélie tem a infelicidade de cair nas suas graças e isso faz com que o alvo na sua costa tome outras proporções.

Quanto a Thorn, ele tem mais aparições que no livro anterior, porém queria bem mais. Como eu vi em uma resenha do Goodreads, ele é tão carinhoso quanto um saco de batatas, mas suas falas sempre me socam direto no peito. O intendente é um homem mais de ações do que palavras; são em pequenos e discretos gestos que ele demonstra o quanto se importa com Ophélie. Apesar de não ser tão foco como a Animista, Thorn também tem um bom desenvolvimento nesse livro.


Gostei bastante do foco dado a Berenilde. A tia de Thorn aos poucos foi me conquistando. Apesar de parecer uma mulher que não se importa com ninguém de si, vemos que não é bem assim, já que ela se preocupa bastante não somente com seu sobrinho, mas também Ophélie e sabe que a leitora será de grande ajuda para ele. Outra personagem que caiu nas minhas graças foi a tia de Ophélie, Rosaline, que se torna uma grande amiga da sua sobrinha.

Aqui também contamos com a participação dos 21 membros da família de Ophélie que, preocupados com a leitora, se desbancaram de Anima para visitá-la. De certa forma, eles servem um pouco de alívio cômico. Na convivência com a família, Ophélie percebe o quanto ela mudou desde que saiu de Anima. Isso gera muitos conflitos com sua mãe que, apesar de querer o bem da filha, me estressou bastante com seus surtos e escândalos.

Com essa questão dos desaparecimentos, o livro tem um ritmo bem mais dinâmico e fluído. Como falei no início da história, Christelle aprofundou bastante todo seu universo sobre a questão de um evento chamado Rasgo, que dividiu o mundo em arcas e espíritos familiares. Entre alguns capítulos, temos fragmentos de um diário de alguém que não está muito feliz com essa questão de dividir o mundo.

A reta final é bastante eletrizante e cheia de revelações. Sobre o autor dos desaparecimentos, eu desconfiava de todo mundo naquela Corte e uma das minhas suspeitas estavam corretas. E, juntamente com essa descoberta, a autora eleva a história para outro nível, com um final de cair o queixo e deixar super ansioso pelo próximo livro. AOOOO MORRO BRANCO!!! NECESSITO NA MINHA MESA PARA ONTEM!!

Desaparecidos em Luz da Lua veio para provar que minha decisão de persistir na série não seria em vão. Com um universo envolvendo deuses, espirítos familiares, clãs e poderes, super indico a série para quem deseja ler uma fantasia viciante e envolvente.

Resenhas anteriores
Livro 1 - Os Noivos do Inverno (Les Fiancés de L’Hiver)

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